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terça-feira, maio 24, 2011

As inúmeras encarnações de Bob Dylan - Parte II








Hoje é o aniversário de Bob Dylan. Novidade. Nesses 70 anos, como vimos naquela primeira retrospectiva, Dylan revirou a folk music e eletrificou tudo. 
Foi o bastante para se transformar em um semi-deus pop que influenciaria dos Beatles ao U2, passando pelo Radiohead, Coldplay e Jack White.

Logo após sua fase elétrica, em que casou seu estilo peculiar com o som de Nashville, em Blonde On Blonde, Dylan sofreria um acidente de motocicleta, levando todos a pensarem que ele tinha ido para o lado de cima. Afinal, um ano em 1966 valeria por 5 (ou mais) hoje em dia. A resposta viria mais ou menos um ano mais tarde com John Wesley Harding - LP com influências do country - gravado após se recuperar de uma queda de moto em Woodstock. Aqui vale o lembrete: a TV ainda engatinhava, e Internet não existia nem no dicionário.





A experiência de ficar próximo da morte fez com que Dylan largasse por um tempo a vida rock and roll e as baladas, e assim, enquanto o mundo ainda respirava a psicodelia, ele lançava mais uma tendência, seguida imediatamente pelos Rolling Stones, Beatles, Byrds, Creedence Clearwater Revival e muitos mais: o Country-Rock. Esta onda permaneceria latente nos próximos discos de estúdio: Nashville Skyline e New Morning.

E como é difícil resumir a s reencarnações de Bob Dylan! A próxima experiência fora do corpo do trovador aconteceria em 1974, repercutindo a separação de sua mulher, Sara. Literalmente, o sangue foi derramado nas faixas de Blood On The Tracks, que apareceu no ano seguinte, com os lamentos "Tangled Up In Blue", "If You Say Her, Say Hello" e "Shelter From The Storm". 

Antes de finalizar a segunda parte (a próxima vai falar sobre sua conversão ao cristianismo e os Traveling Wilburys), gostaria de deixar o espaço para o fã Edwaldo Mendes, que escreveu uns versos para Bob, e passou para mim via email. 



Bob Dylan Um Poeta Vivo

Dylan é um moinho de vento
Levando a poesia em movimento
E transformando suas sabias palavras
Ao som da harmônica e da guitarra
Eu diria que seu tempo sincopado
Esta plenamente incorporada pela sua voz rouca
Desafiando a política e os fabulosos letristas
Uma nova pista para a renovação da alma
E no folk um dilema, e na poesia o seu lema
Levando a transição espiritual aos mais distantes
Mesmo que sejam bobos incrédulos
Que tenham as pedras nos próprios olhos...

- Continua no próximo post

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domingo, maio 15, 2011

As inúmeras encarnações de Bob Dylan - Parte I




No próximo dia 24, um dos mais significativos nomes da cultura pop vai completar - olha só - sete décadas de existência, sendo mais de cinco delas devotadas à música.

Ele é Bob Dylan. Robert Allen Zimmerman, de batismo.
Nessa roda viva que tem sido sua carreira, Bob já participou (s sofreu) diversas reviravoltas.

A primeira delas, eclodiu no bairro de Greenwich Village, em Nova York, entre 1962-63, como um trovador das músicas de protesto contra as ações militares de seu próprio país.
"Blowin' In The Wind', "The Times They Are-a-Changin", "Masters Of War" - só pra citar o trio, oriundo de seus primeiros projetos impactantes: The Freewheelin' e The Times They Are-a-Changin.

Fez amizades fortes entre os beatniks, prinicipalmente com o poeta Allen Ginsberg. Logo foi taxado como "Vermelho", "braço da esquerda", e o que mais pode ser relacionado ao antiamericanismo.







Em 1965, inspirado pelos Beatles, decidiu pegar a guitarra elétrica. Causou. Foi chamado de traidor, ao terminar o set acústico no festival de Newport, e ligar sua guitarra na tomada. "Maggie's Farm" deu a ele o rótulo de Judas. Traidor do movimento folk, Esta foi sua primeira "morte" no pop.

Estava feito. Seus próximos discos seriam blockbusters e considerados revolucionários; Bringing It All Back HomeHighway 61 Revisited e o primeiro LP duplo com a marca do rock: Blonde On Blonde. Estamos em 66, e prontos para mais um giro do destino. Uma queda de motocicleta e um silêncio prolongado de Dylan, levou a todos pensar que ele havia desaparecido para sempre. Onde estaria o autor da revolucionária "Like A Rolling Stone" - um poema épico de 11 páginas transformado em canção? 




Enquanto as outras partes deste post não chegam, que tal enviar pra mim por email sua opinião sobre Bob Dylan? Aproveite, e manda no cldirani@gmail.com suas três faixas favoritas! Aguardo...

---- Continua no próximo post!

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